segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dia das mães


  Quando penso no que é ser mãe me bate um medo, aquele medo do desconhecido que todo mundo tem e eu realmente não sei nada sobre ser mãe.

  Eu conheço a minha muito bem, sempre soube apenas com um olhar me dizer se eu estava errada e o quanto ela estava brava, me chamava de palhaça quando ficava nervosa e eu sempre achei que palhaça era o pior que ela poderia me chamar, morria de medo de palhaços.

  Eu levei uns tapas e chineladas, acho que duas no total, sempre fui uma criança quieta e nunca perturbei ninguém além da minha mãe, eu mereci a chinelada e eu não lembro mais o motivo, posso dizer que não fiquei revoltada e estou bem, ser mãe é tão difícil que eu acho completamente perdoável.

  O medo que vem em mim é em ver a luta que vem junto com o papel de mãe, eu vejo uma figura tão forte que não sei se um dia eu conseguiria ter a metade da força que ela tem, eu desejo profundamente ter. Acredito que quando nos tornamos mãe a coisa toda muda, muda muito. Acontece de repente uma mágica, uma transformação e cresce ali dentro um amor sem limites, simplesmente você começa a achar que é capaz de qualquer coisa, quem disse que não é?

  Dia das mães é um detalhe, o mundo inteiro pertence a elas, não tem como existir vida, não tem como existir esperança.

  Mãe é eterna, não importa onde ela possa estar, ela sempre vai estar por perto, no pensamento, no coração, em suas orações, olhando por você.


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