sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Eterno amigo

  E hoje ele se foi.

  Aquele que fez parte do meu dia a dia desde muito pequenina, que me ensinou tanta coisa.

  Já cheguei a ouvir de uma suposta psicóloga ( diploma não garante dom) que o programa Chaves é um mal exemplo por mostrar agressão física, faça-me rir.
Eu não sei você mas eu não vivi sem levar gritos ou sem ver crianças brigando, eu vivi do jeito que a vida realmente é, sem essa de querer colocar a criança em uma bolha.

  Sabe o que era melhor? o tal Chaves esta bem longe de ser a pessoa mais feliz do mundo. Ele tem exatamente todos os motivos para ser uma criança triste. Qual é a nossa realidade? crianças de rua se drogando, se prostituindo, roubando, crianças invisíveis diante de nossos olhos apressados.

  Ah o Chaves, ele é diferente.

  Ele foi a criança abandonada e esfomeada que mostrou que apesar de tudo ele tinha todo o direito de sonhar. Ele brincou, chorou, brigou com o menino mimado, foi amigo e a única coisa que pediu a vida toda foi um sanduíche de presunto.

  Parece besteira. Roberto Bolaños sabia que não era.

  Ah os heróis, grandes homens perfeitos.

  São fortes, inteligentes, dificilmente erram mas e aquele Chapolin?



  Ser do avesso é ser real, na verdade tudo se resume ao que somos.

  Esse homem veio nos mostrar que quanto mais nos aproximamos da lealdade com os outros e com nós mesmos mais amados podemos ser.

  São tantas coisas para lembrar que chega a dar um nó na garganta. Acho que no momento eu serei mais uma das milhões de pessoas que precisam agradecer a oportunidade de conhecer todas as histórias que ele criou.

  Não importa se o dia era difícil, quando eu ouvia a música do programa tudo de ruim ficava para trás. Para falar a verdade isso não ficou no passado, continua sendo assim e vai continuar sendo para sempre. Ainda há muitos olhinhos brilhantes e inocentes esperando para conhece-lo e assim será.

  Gracias Roberto Bolaños.



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